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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

Professor generalista no 2.º ciclo é "infantilização" do ensino

O presidente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra criticou a intenção do Governo de introduzir um professor generalista no 2.º ciclo, considerando que representa "uma infantilização" deste nível de ensino.

"Vai provocar uma perda da qualidade do ensino e a infantilização do 5.º e 6.º anos", declarou hoje João Gabriel Silva, presidente do conselho científico e directivo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Para o catedrático, os alunos do 5.º e 6.º anos "estão muito mais próximos do 3.º ciclo do que do 1.º ciclo. Os requisitos de formação dos professores do 3.º ciclo é que deviam ser estendidos aos do 2.º ciclo. Está-se claramente a andar para trás".

Segundo este responsável, esta transformação implica "aumentar no 2.º ciclo a percentagem de formação pedagógica e didáctica, diminuindo a formação na área científica". "Ninguém, por muito extraordinário pedagogo que seja, consegue ensinar aquilo que não sabe", frisou João Gabriel Silva.

A possibilidade de um único professor acompanhar os alunos do 1.º ao 6.º ano nas áreas básicas foi admitida pelo secretário de Estado da Educação, Válter Lemos, como "uma alternativa para o futuro, entre outras", no âmbito do novo Regime de Habilitações para a Docência.
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