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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Portáteis a baixo custo para alunos e professores

Foi hoje protocolado o acordo que pretende levar a mais de meio milhão de portugueses o acesso a computadores portáteis e à Internet de banda larga. O programa eIniciativas foi anunciado na semana passada pelo Primeiro-ministro José Sócrates e pretende minimizar a "info-ileteracia" no país através da criação de um conjunto de medidas especiais para a aquisição de equipamentos e acessos à Web. A iniciativa destina-se a alunos, professores e trabalhadores em formação no âmbito o programa Novas Oportunidades.

A abertura da sessão protocolar ficou a cargo do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que iniciou o seu discurso salientando a importância das novas tecnologias como ferramenta de estudo e de trabalho. Mário Lino recordou ainda as iniciativas ligadas ao desenvolvimento tecnológico nacional já desenvolvidas referindo que actualmente " Portugal é o primeiro país da Europa com toda a rede de escolas públicas cobertas por banda larga".

Referindo que a prioridade do eIniciativas é "qualificar os portugueses principalmente no que toca à literacia digital", o ministro apresentou as três vertentes do programa alavancado pelo Estado - eEscolas, eProfessor e eOportunidades - e os objectivos de cada um.

Neste sentido, a vertente eEscolas tem início a 15 de Setembro e tem como meta levar a 240 mil alunos o acesso a computadores e acesso de banda larga. Desta forma, todos os estudantes que se inscrevam nos próximos três anos no 10º ano terão acesso a um computador portátil e acesso de banda larga por uma entrada inicial de 150 euros. O valor mensal da ligação à Internet será inferior em 5 euros às ofertas de mercado dos operadores aderentes.

Os estudantes inscritos na Acção Social Escolar têm direito ao mesmo pacote embora não tenham de pagar qualquer valor de entrada. A mensalidade pelo acesso à banda larga é de 5 euros. Por fim, os alunos pertencentes a um agregado familiar com rendimentos baixos têm direito à mesma oferta destinada aos estudantes inseridos na Acção Social Escolar embora a mensalidade da Internet ascenda aos 15 euros.

A iniciativa eProfessor destina-se a 150 mil docentes e prevê que a partir de 15 de Setembro todos os professores do ensino básico e secundário possam ter acesso a um computador portátil, por um valor de 150 euros e acesso à banda larga por um valor inferior em 5 euros aos valores praticados pelos operadores aderentes.

Por sua vez, o programa eOportunidades está orientado para 250 mil trabalhadores em formação no âmbito do Novas Oportunidades. Este projecto vai ter início a 11 de Junho e pretende levar a oferta aos formandos através de uma entrada inicial de 150 euros e de uma mensalidade de acesso à Internet que se fixa nos 15 euros.

Colaborações estratégicas com o mercado

José Sócrates encerrou a cerimónia frisando que "este é o programa mais ambicioso do Plano Tecnológico". O Primeiro-ministro refere que no eIniciativas são combinados dois aspectos fundamentais: "a ideia de inovação tecnológica e a ideia do conhecimento". Estes dois factores servirão de mote para "massificar o uso dos computadores na sociedade portuguesa […] através do apoio em infra-estruturas de telecomunicações modernas, acesso a computadores e a ligações de banda larga".

Para levar a cabo esta iniciativa José Sócrates refere ser necessária "uma visão estratégica partilhada entre o Estado e a sociedade", assim como uma "parceria com os agentes económicos".

O projecto conta com a cooperação dos vários operadores, numa mobilização que o Primeiro-ministro classificou como pioneira. A Portugal Telecom, Vodafone e Sonaecom apoiam a iniciativa no âmbito das contrapartidas assumidas no licenciamento das comunicações móveis de terceira geração. É o fundo criado neste âmbito que irá garantir o financiamento de 25 milhões de euros que suportará o desenvolvimento do projecto. Ao longo dos próximos anos o valor depositado pelas operadoras no fundo deverá aumentar para os 400 milhões de euros, que deverão vir a contribuir para a implementação de outros projectos ligados à Sociedade da Informação.

A Microsoft, a Intel, a Cisco, a Sony-Ericsson, a JP Sá Couto e a Prológica também marcam presença na iniciativa do governo, colaborando no que diz respeito à parte logística do programa.

Para o futuro, José Sócrates prevê que sejam criados outros programas de incentivo tecnológico embora, por enquanto, o Estado tenha-se decidido a "actuar na área que vai indicar o futuro: os jovens, os professores e os cidadãos que voltaram a ter formação".

O Primeiro-ministro encerrou o seu discurso apoiando-se no slogan "muda aquilo que também fará mudar" e frisou que para o país avançar teremos de "andar duas vezes mais depressa para chegar ao pelotão da Sociedade de Informação"

Fonte. Tek
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1 comentário:
De paulo a 13 de Julho de 2009 às 18:27
A minha filha aderiu ao e-Escolas, da Optimus no passado Dezembro, logo após a compra detectamos que uma mínima parte do ecrã estava defeituoso, ao que falamos com a Optimus, esta passou-nos para a HP resolver o problema.

O ecrã gradualmente foi-se deteriorando, quando a HP levanto pela primeira vez o portátil na minha casa, já cerca de 3 cm do ecrã estava sem imagem, quando o devolveram metade do ecrã não tinha imagem.

Desloquei-me à loja Optimus e estes disseram-me que não era com eles mas sim com a HP, chamei a HP e estes disseram que a avaria do portátil não estava ao abrigo da garantia.

Após vários mails, voltaram a levantar o portátil, e como podem ver nos mails que anexo, dizem que a garantia não cobre o defeito.

Visto que a avaria é de defeito, pois nunca vi um ecrã estragar-se e já tenho portáteis há muitos anos, agradeço que o reparem ao abrigo dessa garantia. Sou Engenheiro Informático e sei que os ecrãs de LCD não se avariam desta forma, principalmente quando logo nos primeiros dias de uso, duram anos e anos sem problemas.

Não é aceitável entregarem portáteis de baixa qualidade e com defeitos de fabrico e ainda por cima não o arranjarem ou substituírem.

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