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Domingo, 27 de Abril de 2008

Novos portáteis eescola OPTIMUS

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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Programa e.oportunidades - Pré registo TMN

Os computadores portáteis a 150 € geraram uma autentica corrida aos pré-registos, segundo uma fonte da TMN "O numero de pré registos nos programas e-escola e e-professor durante as ultimas semanas excedeu todas as expectativas chegando aos 80 mil

A TMN é até ao momento a única operadora a disponibilizar um Computador Portátil Fujitsu Siemens + Banda Larga móvel a €150 no âmbito das iniciativas e escola /e professor, tanto a Vodafone como a Optimus remetem mais esclarecimentos para Setembro



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Tugablog às 01:57
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Computadores portáteis e-professor

A TMN finalmente anunciou as condições de acesso  "portáteis a 150 € "para professores:

Pagamento Inicial : 150 €

Mensalidade Banda Larga Light : 17,5 € ( 5€ de desconto)

Fidelização : 36 meses

Total : 780 €

Perante isto a publicidade devia ser :

Portáteis a 780€, com 150€ de entrada e 36  prestações de 17,5 €
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Ministra admite antecipar idade de entrada na escola

A ministra da Educação considera que os grandes temas do futuro próximo são a reorganização dos ciclos do ensino e a discussão sobre a manutenção ou antecipação da idade para a entrada na escola, recolocando na ordem do dia a obrigatoriedade do pré-escolar.

Embora Maria de Lurdes Rodrigues, citada pela agência Lusa, não tivesse precisado, numa reunião com militantes socialistas em Viseu, se se referia à antecipação da idade de entrada no 1.º Ciclo ou à obrigatoriedade da frequência do pré-escolar aos cinco anos, a segunda possibilidade é que colhe maior consenso.

A ideia de alargar o percurso escolar, antecipando a entrada no sistema de ensino e aumentando a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano, é um dos objectivos do Governo, esclareceu  o gabinete de Maria de Lurdes Rodrigues. A obrigatoriedade da frequência do pré-escolar insere-se naquele objectivo, mas o ministério recusa, para já, fixar um horizonte para as medidas "Talvez daqui a seis meses, talvez daqui a seis anos", diz a mesma fonte.

Há pelo menos seis anos que a Federação Nacional de Professores (Fenprof) defende a obrigatoriedade da entrada no sistema de ensino, ao nível do pré-escolar, no grupo etário dos cinco anos, como factor de diminuição das desigualdades no 1.º Ciclo, recordou  o seu secretário-geral, Mário Nogueira, esperando ser este o objectivo da governante. A medida responsabiliza o Estado e implica o alargamento da rede de equipamentos, acentua.

Também a Federação Nacional da Educação (FNE) defende a mesma obrigatoriedade aos 5 anos, por considerar que promove um percurso escolar de sucesso, e um regime facultativo para os 3 e 4 anos, explicitou ao JN o secretário-geral da organização, João Dias da Silva.

Quanto à eventualidade de a ministra estar a pensar na antecipação da idade de entrada no 1.º Ciclo, a Fenprof discorda. "As orientações curriculares estabelecidas desde 1999 para o grupo dos 5 anos é que estão correctas, por se adequarem ao desenvolvimento da criança", afirma Mário Nogueira.

"É habitualmente aceite que é aos 6 anos, aproximadamente, que a criança está preparada para o cumprimento de regras e objectivos e para realizar tarefas de aprendizagem da educação formal", observa a investigadora em psicologia do desenvolvimento da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Orlanda Cruz, defendendo o alargamento e maior qualidade da rede pré-escolar. O jardim-de-infância é importante para o estímulo e de-senvolvimento de competências e das relações interpares, diz.

Enquanto a Fenprof não encontra "nada que justifique a reorganização dos ciclos do Básico e do Secundário" a que Maria de Lurdes Rodrigues se referiu, a FNE admite uma mudança, desde que precedida de "um consenso gerado através de um debate nacional".

Em discussão está a possibilidade de fusão dos dois primeiros ciclos do Ensino Básico, o que implica que, nos primeiros seis anos, as crianças tenham apenas um professor. No regime actual, o 1.º Ciclo é leccionado por um professor, à excepção dos conteúdos de Inglês, Educação Musical e Educação Física, enquanto no 2.º cada disciplina é ministrada por um docente específico.

João Dias da Silva considera que as alterações só poderão ser implementadas após mudanças no sistema de formação de professores, que os habilitem a leccionar matérias de seis anos.
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Tugablog às 08:32
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

O Projecto moodle.crie.min-edu.pt



Utilizando o Moodle, uma plataforma de código aberto e de software livre para gestão do ensino/aprendizagem online, o Ministério da Educação abriu recentemente o acesso a todas as escolas que querem participar no projecto moodle-edu.pt, agora na quarta fase do seu desenvolvimento.



O projecto foi iniciado em 2005 com a criação do moodle.crie onde a Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet na Escola (CRIE) apoia o desenvolvimento de iniciativas de formação, de projectos e de grupos de trabalho e de espaços de comunidade educativa. Depois de várias fases de desenvolvimento chegou agora a altura de generalizar o acesso a todas as escolas que queira tirar partido da ferramenta, disponibilizando-se um serviço moodle para cada uma das instituições interessadas.

Curiosamente depois do anuncio da disponibilidade generalizada da plataforma o site do CRIE e do Moodle estiveram offline vários dias, o que não deve ter facilitado a pesquisa de informação pelas escolas.

Acerca deste moodle - o projecto moodle - edu - pt

logo moodle crie

A plataforma moodle da CRIE (a Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet na Escola, do Ministério da Educação) é a "pedra fundadora" de um projecto mais vasto que genericamente se designa moodle-edu.pt.

Com esta plataforma dá-se início a um projecto de disseminação desta plataforma por todo o ensino básico e secundário. Destina-se a presente a
  • disponibilizar um espaço on-line/em-linha de apoio ao desenvolvimento de acções da equipa de missão CRIE, designadamente na área de formação de professores TIC, de projectos educativos em TIC e outras desenvolvidas pela equipa de missão ou pelos seus parceiros
  • criar um espaço fundador do projecto moodle-edu-pt
Com o projecto moodle-edu-pt, pretende a CRIE lançar um movimento de potenciação do ensino e aprendizagem on/line por todos os actores do ensino básico e secundário, através da apropriação generalizada da plataforma moodle, consensualmente considerada das melhores, se não a melhor, plataforma de gestão ensino-aprendizagem (LMS - Learning Management System).

Este sistema, inventado por Martin Dougiamas e desenvolvido por uma comunidade de voluntários, pelas suas características, de que se destaca o facto de ser uma plataforma de código aberto/open source e de software livre, com custo de partida nulo (descarregável gratuitamente na Internet) e possuir uma comunidade de centenas de milhares de interessados (utilizadores, programadores, educadores) que permanentemente contribuem para a sua melhoria e desenvolvimento. Aproveitando o trabalho preliminar pela EDUCOM - APTE e desenvolvido pela FCT/UNL, estamos confiantes que este sistema está claramente vocacionado para os fins deste projecto

O projecto conta com a participação activa dos Centros de Competência CRIE, sediados em diferentes instituições do ensino superior, redes de centros de formação, associações e outros, e ainda com a participação prevista dos centros de formação de professores e seus formadores e, em breve, das escolas.

Este projecto apresenta 4 fases, sobreponíveis de forma diferenciada consoante a maior ou menor integração do moodle no funcionamento da escola, num movimento de irradiação:
  1. Fundação (Julho 2005) - instituída com a criação do moodle.crie, apresentará este sistema aos parceiros e à comunidade educativa, apoiará o desenvolvimento de formação, de projectos e de grupos de trabalho ou de espaços de comunidade educativa.
  2. Divulgação (Janeiro 2006) - através da criação de moodles nos Centros de Competência, parceiros da CRIE no trabalho do uso educativo das TIC nas escolas, que possam ser utilizados como espaços de apoio e formação no âmbito das actividades dos Centros de Competência, mas também de primeiro nascimentos de espaços moodle dos centros de formação de professores, das associações de escolas, no âmbito
  3. Disseminação (previsto 2º e 3º período 2005/2006) - pela criação voluntária de sistemas por dinamizadores do uso das TIC, designadamente nos Centros de Formação ou escolas pioneiras, cujo crescimento de utilização  ou interesse de diferenciação  levem à criação de moodles próprios.
  4. Generalização (prev 2º e 3º período 2006/2007) - com a disponibilização de um serviço moodle para cada escola interessada, a cargo da FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional, a solicitação da CRIE e no quadro do acordo de colaboração entre o Ministério da Educação e aquela fundação, pioneira na disponibilização de Internet às escolas do ensino básico e secundário.
Para além do interesse crescente desta plataforma entre a comunidade educativa, duas estratégias contribuirão para a efectiva "alavancagem" deste processo:
 a. o trabalho desenvolvido conjuntamente entre a CRIE e os Centros de Competência, que de forma recorrente utilizará o moodle como plataforma de trabalho conjunto e com as escolas, com base nas orientações de trabalho para o ano lectivo 2005/2006 e seguintes;
 b. a identificação desta dimensão de forma explícita no âmbito do Quadro de Referência CRIE da Formação Contínua de Professores em TIC, 2006 e 2007, onde a dimensão de trabalho on-line é identificada como uma das características do trabalho  desenvolver em toda a formação de professores TIC ("Coordenação, animação e dinamização de Projectos TIC nas Escolas", "A Utilização das TIC nos Processos de Ensino Aprendizagem", "As TIC em Contextos Inter e Transdisciplinares" e "Factores de Liderança na Integração das TIC nas Escolas") , e cuja justificação é naturalmente contextualizada no quadro do uso educativo das TIC nas escolas.

Fica assim à disposição das escolas portugueses um ambiente digital de trabalho potencialmente capaz de sustentar a criação de Campus virtuais nas escolas do ensino básico e secundário, em articulação com o objectivo do Programa Ligar Portugal.

Como resultado, espera-se que a crescente comunidade de utilizadores educativos portugueses cresça de forma a atingir a massa crítica necessária a que o seu uso possa ser explorado colaborativamente e usado de forma rotineira o moodle como enriquecedor das situações de ensino e de aprendizagem, tanto nas aulas do ensino básico e secundário, como em acções de formação formal ou informal, em projectos, grupos de trabalho, etc., quer nas sua dimensão de trabalho presencial quer a distância.

Para mais informações visite:

moodle.crie.min-edu.pt
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Tugablog às 08:24
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Balanço do ano lectivo

 
 
O trabalho levado a cabo pela Inspecção-Geral de Educação tinha como objectivo analisar a organização das unidades de gestão, identificar as situações de conformidade e de desvio aos normativos em vigor, avaliar a racionalidade e a eficácia na gestão dos recursos disponíveis e garantir boas práticas na gestão de recursos.

Para a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o relatório  apresentado traça um retrato positivo. A redução do número de escolas do 1.º ciclo com menos de 10 alunos, o aumento de estabelecimentos escolares a funcionarem até às 17h30 e o acréscimo do número de escolas com serviço de refeições são alguns dos factores enunciados que fazem com que a ministra acredite que «as políticas educativas estão a ter resultados positivos».

Apesar de se ter vindo a assistir a uma progressiva consolidação do conceito de «escola a tempo inteiro» e de se ter verificado, de 2005/2006 para 2006/2007, um crescimento da oferta de actividades de animação e apoio à família para as crianças da educação pré-escolar, (65% para 72%) a verdade é que, segundo os dados divulgados pela Inspecção-Geral de Educação, 22% dos jardins-de-infância intervencionados encerravam antes das 17h30 e 26,1% estavam abertos menos de oito horas diárias. Em 29 estabelecimentos detectou-se ainda que não tinha sido correctamente definido o início e o fim das actividades educativas.

Já no 1.º ciclo do Ensino Básico, 2,6% das escolas intervencionadas funcionavam em regime duplo injustificadamente e 11,4% escolas encerravam igualmente antes das 17h30, sendo que 180 (12,2%) também estavam abertas menos de oito horas diárias. Em 9,6% dos estabelecimentos de ensino não existia quaisquer actividades de enriquecimento do currículo. Apesar destes dados, o relatório garante que houve um significativo aumento de escolas que oferecem estas actividades aos alunos - de 67% para 90%.

No que respeita ao horário para as refeições, verificou-se, de 2005/2006 para 2006/2007, uma significativa redução das turmas que não respeitavam o intervalo definido para o almoço nos respectivos horários. Contudo, essa situação persiste em 3,5% e 5,1% dos estabelecimentos de ensino do 2.º e 3.º ciclos respectivamente. A situação já observada em 2005/2006 relativa ao desrespeito do intervalo de, pelo menos, 1 hora após o período definido para o almoço, para a prática da Educação Física também se mantém. Esta é, aliás, uma situação que se repete nos diferentes graus de ensino. De acordo com os dados divulgados, das 7317 turmas do 2.º e 3.º ciclos e Ensino Secundário, 306 (4,2%) não respeitavam o intervalo para almoço e 103 (1,4%) não respeitavam o intervalo de uma hora, após o intervalo para o almoço, para a prática da Educação Física.

A Inspecção denuncia ainda que cerca de 15% das escolas dos ensinos Básico e Secundário não tinham definido critérios para a constituição de turmas, oscilando esta percentagem entre 18,2% no 1.º ciclo e 12,4% no 2.º. Do 1.º ao 3.º ciclos foram detectadas cerca de 150 turmas com mais ou menos alunos do que o previsto na legislação e das 5622 turmas do 2.º e 3.º ciclos, 776 (13,8%) tinham mais de quatro blocos no mesmo dia e 51 (0,9%) tinham "furos" no horário. Contudo, segundo dados do relatório, esta é uma situação que tem vindo a ser reduzida.

Mas os incumprimentos detectados atingem também os horários dos professores. Dos 11 064 horários dos docentes do 2.º e 3.º ciclos e Ensino Secundário, constituindo uma amostra representativa dos horários docentes das unidades de gestão intervencionadas, 254 (2,3%) tinham horas extraordinárias não marcadas, 190 (1,7%) não tinham as horas da componente não lectiva registadas, 190 (1,7%) não marcavam as horas supervenientes e 12 (0,1%) tinham mais de seis tempos consecutivos.

Dos 16 669 grupos/disciplina constituídos no Ensino Secundário, 323 (1,9%) eram irregulares, sendo 119 do 10.º ano. Segundo o relatório, os 323 grupos irregulares geraram 282 horas docentes «evitáveis», correspondentes a 12 horários docentes completos. Em relação ao serviço docente do 2.º e 3.º ciclos e Ensino Secundário, foram atribuídas horas extraordinárias a 27 horários com redução da componente lectiva ao abrigo do art.º 79.º do Estatuto da Carreira Docente e a docentes de grupos com insuficiência de tempos lectivos ou horários "zero", originando 52 horas extraordinárias «evitáveis».

Apesar de terem sido sujeitos a uma significativa redução face ao ano lectivo anterior (20% para 2,2%), o relatório chama ainda a atenção para os semanários/horários, que, na sua elaboração, não respeitam os critérios definidos pelo Conselho Pedagógico.

Dos 6663 movimentos de colocação de professores, por destacamento, afectação e contratação, 35 não respeitavam os preceitos legais.

O relatório agora apresentado repete-se todos os anos. Foi realizado com base numa amostra de 312 unidades de gestão face a um universo de 1260.
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Tugablog às 08:50
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Como avaliar os professores?

Parece não existir um modelo de avaliação ideal mas todos concordam que o processo é essencial. Responsáveis nacionais e internacionais partilharam a sua experiência numa conferência que decorreu em Lisboa.
«Todos os modelos de avaliação são imperfeitos por definição», afirmou a ministra da Educação, na abertura da conferência internacional "Avaliação de professores: visões e realidades", organizada pelo Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Reconhecendo que não existem modelos ideais ou perfeitos e que estes resultam de escolhas políticas e de várias condicionantes, Maria de Lurdes Rodrigues salientou a importância da avaliação de professores, opinião partilhada com todos os oradores presentes para quem esta avaliação é inevitável.

Apesar das condicionantes, a ministra pretende alcançar um modelo «com o máximo de apuramento e o mínimo de problemas». O objectivo, realçou, é alinhar Portugal pelas melhores práticas internacionais. Por isso mesmo, Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou a importância de se conhecerem os modelos de avaliação existentes internacionalmente, para se poder decidir e adoptar as melhores soluções para os problemas concretos.

Gerard Figari (França)
«Em França o sistema de avaliação não é recente», refere Gerard Figari, responsável pelo laboratório de ciências da educação da Universidade P. Mendès France, de Grenoble. A avaliação é feita externamente por inspectores, que têm funções diferentes dos inspectores portugueses. Cabe-lhes fazer uma avaliação pedagógica, em que avaliam individualmente os professores e visitam-nos nas suas aulas. Paralelamente, são avaliados pelos responsáveis do estabelecimento de ensino no âmbito de um plano administrativo e de organização do trabalho interno da escola.

Os professores já estão habituados a esta avaliação e os pais não têm qualquer participação. Dificuldades? Nem por isso. Gerard Figari defende que tudo depende da maneira como as coisas são feitas: «Tem havido uma evolução nas funções dos inspectores nos últimos anos que se consideram não como controladores mas como acompanhantes do trabalho dos professores e isso ajuda». Contudo Gerard Figari reconhece que «há uma tradição de controlo» e, consequentemente, «há quem pense que a avaliação só serve para controlar». Mas a avaliação contribui também para o desenvolvimento dos próprios professores, para ajudar a tomar decisões, para assegurar transparência, defende. «Avaliar é julgar mas também é legitimar», sublinha Gerard.

Ainda assim Gerard reconhece que a avaliação gera necessariamente mal-entendidos e riscos: «Avaliação não é compreendida nem aceite porque ninguém quer ser julgado. É vista como algo desmoralizador e ineficaz, pode criar climas de conflitos entre avaliadores e avaliados; influenciar o clima das escolas e criar sentimentos de injustiça», alerta.

Quanto a Portugal, uma vez que se está a trabalhar num novo sistema de avaliação, Gerard argumenta que «é preciso encontrar a melhor maneira de aplicar o sistema e de este ser aceite por todos», salientando que é impossível pensar na avaliação dos professores sem se pensar na avaliação do sistema educativo.

Anne O'Gara (Irlanda)
Para Anne O'Gara, presidente do Marino Institute of Education, a avaliação dos professores é importante uma vez que «encoraja e ajuda os professores na sua carreira». Por isso mesmo, considera que a avaliação deve ocorrer aos mais variados níveis - ao nível individual, ao nível da escola e do sistema educativo, em colaboração com a UE e OCDE - e ser um processo contínuo, desde o momento em que se entra para a profissão até final da carreira.

Na Irlanda, existem diferentes níveis de avaliação. Em alguns casos, a avaliação é feita pela própria escola mas também existe uma avaliação individual dos professores, num processo que começa na formação para a profissão e que continua no exercício da mesma, quando as aulas passam a ser acompanhadas pelos inspectores de educação.

Na avaliação participa toda a comunidade educativa, desde a direcção da escola, passando pelos restantes profissionais do estabelecimento de ensino, até aos pais e aos alunos. Só depois de uma reunião com os respectivos profissionais é que é feita a avaliação em sala de aula. Concluído todo este processo, os inspectores reúnem-se novamente com os professores para lhes apresentar relatório final da avaliação.

Anne O'Gara defende que «a avaliação dos professores tem de ser complementada com desenvolvimento contínuo dos professores», porque tem efeitos nos resultados dos alunos. «O desenvolvimento profissional dos professores é muito positivo, uma vez que se reflecte nos resultados dos próprios alunos », salienta.

Alerta, por isso, para a necessidade de desenvolver um trabalho conjunto para se «criar confiança na avaliação e nos benefícios que dela advém». Aos professores recomenda a avaliação por acreditar que «traz melhorias e que os aproxima do seu próprio trabalho», permitindo-lhes reflectir e melhorar o mesmo.

Gunter Schmid (Áustria)
«Qualquer processo que ocorra deve ser avaliado. Não se podem fazer coisas sem se saber o que se está a fazer e onde é que isso nos está a levar». É assim que o responsável pelo Wiedner Gymnasium e Sir-Karl-Poppoer-Schule justifica a importância de avaliar os professores.

Defende que «é preciso mudar de atitude» e deixar de pensar na avaliação como uma ameaça e encará-la como um meio para o desenvolvimento e o conhecimento.

Lembra que há 15 anos, na Áustria, os professores eram avaliados mediante inspecções clássicas, em que o inspector se limitava a assistir a uma aula dos professores em avaliação. Concluiriam que não era suficiente. «Há qualidades que não se podem avaliar apenas numa aula. A avaliação é um processo contínuo, que tem de prolongar-se ao longo de toda a carreira», sublinha.

Nos anos 90, a situação alterou-se e a avaliação passou a ser feita por inspectores e por headmasters, que estão sempre presentes, acompanhando o dia-a-dia dos professores.

Mas a avaliação não é só feita de cima para baixo ou ao nível dos pares. Inclui o feedback dos alunos e a participação indirecta dos pais, ainda que não de um modo institucionalizado.

Quanto a Portugal, afirma que se está a caminhar na direcção certa. «Estão num momento de decisão. Acho que vão no bom caminho e que as coisas vão correr bem. Ainda há muito por fazer, mas se os professores perceberem a mensagem positiva da avaliação então acho que é quase certo um bom futuro».

Reconhece que alguns profissionais não estão motivados para este processo e que «é preciso motivá-los para participarem no melhoria» até porque, acredita, «a avaliação de professores terá benefícios para os alunos, para a formação, para a relação entre professores e alunos e mesmo reflexos sociais».

Maria do Carmo Clímaco (Portugal)
«Se a avaliação for bem concebida e bem realizada poderá ser um momento fundamental de desenvolvimento profissional», defende a antiga subinspectora-geral de Educação e presidente da Associação Internacional de Inspectores de Educação. Caso contrário, sublinha, se for reduzida a um procedimento administrativo, será «muito pobre e não valerá a pena».

Para Maria do Carmo Clímaco, não há motivo para receios por parte dos professores. «Se os professores consideram que os próprios alunos não têm que ter medo da avaliação, devem lutar para que a avaliação se desenvolva como um processo de crescimento. Obviamente, terá momentos de prestação de contas e de selecção, que irão afectar as suas carreiras, mas que também lhes trarão gratificação e reconhecimento».

Face aos sucessivos modelos de avaliação, considera difícil identificar melhores e piores práticas avaliativas, mas argumenta que é consensual que a avaliação é indispensável e necessária. Embora não acredite que a avaliação dos professores se irá reflectir necessariamente em melhores resultados dos alunos, se for conduzida como processo formativo, de desenvolvimento profissional, entende que «terá consequências positivas não só na progressão na carreira mas no exercício da profissão»

Fonte: Educare
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Tugablog às 09:43
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

Novas Oportunidades


O primeiro balanço da iniciativa Novas Oportunidades na vertente Adultos é positivo, tendo-se registado mais de 250 mil inscrições, das quais 91 840 no primeiro trimestre de 2007. O balanço foi apresentado pelos Ministros do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação, em 2 de Maio de 2007.


Iniciativa do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social e do Ministério da Educação, apresentada pelo Primeiro-Ministro no debate mensal na Assembleia da República e destinada a fazer do 12º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens; colocar metade dos jovens do ensino secundário em cursos tecnológicos e profissionais; e qualificar um milhão de activos até 2010. Insere-se no âmbito do Plano Nacional de Emprego e do Plano Tecnológico

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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Concurso Nacional de Jornais Escolares

Promovido pelo projecto Público na Escola, este ano a iniciativa tem como tema "Ler na Escola e no Mundo do séc. XXI. Como? Quando? Onde? Porquê?"


O objectivo, como explica Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do projecto, é "estimular a realização e evolução de jornais escolares" num número cada vez maior de escolas. E os jornais escolares têm um papel importante porque não só fazem parte do processo de aprendizagem dos alunos e de identidade de cada escola, como funcionam como um instrumento cívico de discussão de temas relevantes e como meio de comunicação entre a comunidade escolar e o meio envolvente.


A iniciativa está aberta a todos os agrupamentos escolares e estabelecimentos de ensino do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, de norte a sul do país, regiões autónomas e comunidades portuguesas no estrangeiro. As inscrições têm de ser feitas até ao dia 30 de Março e os materiais terão de ser enviados durante o mês de Junho.


Podem concorrer publicações em suporte de papel - com pelo menos três edições - ou jornais electrónicos - com, no mínimo, três actualizações de fundo. Os premiados serão conhecidos até final do mês de Outubro.


No 1.º escalão - para estabelecimentos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e jardins-de-infância - e no 2.º - escolas secundárias e profissionais - os vencedores poderão receber 3700 euros, para o 1.º prémio, 2500 euros, para o 2.º, e 1250 euros para o 3.º lugar. O 3.º escalão é referente apenas aos jornais electrónicos e tem um prémio único no valor de 2500 euros.


Serão ainda atribuídos dois prémios especiais: um prémio para distinguir o melhor grafismo, no valor de 600 euros, e um prémio especial, no valor de 2500 euros, a que só se podem candidatar os jornais escolares premiados na edição do ano passado. O valor dos prémios destina-se a ser utilizado no desenvolvimento de um projecto de comunicação.


Para saber mais, consulte: http://www.publico.clix.pt/homepage/projectos/pubnaesc/
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

ANP cria observatório

A Associação Nacional de Professores anunciou que pretende criar um observatório de avaliação da política governamental para a Educação.


O presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), João Grancho, anunciou a criação de um observatório que fará a avaliação dos objectivos dos diferentes governos, para que se comprometam publicamente com os resultados, em vez de culparem os docentes pelo estado da educação em Portugal.


Na sessão de abertura do 21.º Encontro Nacional de Professores, que decorreu em Braga, João Grancho precisou que o observatório será "como que um instrumento para analisar e aquilatar as decisões do Ministério da Educação, tendo em vista a sua contribuição para a evolução do processo educativo".
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